Volta às aulas – a importância de atividades externas

Volta às aulas – a importância de atividades externas

 

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É durante o início do período de ensino, quando as crianças passam a sentar nos bancos escolares, que alguns problemas de visão são percebidos.

 

Com o fim das férias, a rotina de atividades escolares deixa as crianças e jovens por mais tempo em recintos fechados.   Este fato aliado ao costume de permanecer por mais horas em frente ao computador e videogame pode prejudicar a visão. O tema é resultado de estudos realizados pela Universidade de Queensland, da Austrália, e revelados pela rede BBC em reportagem especial (leia aqui).

 

Conforme os pesquisadores, o contato com a luz solar e o olhar em diferentes distâncias colabora para a saúde visual. Segundo o presidente do Sindióptica-RS, André Roncatto, os costumes modernos têm deixado as pessoas cada vez mais tempo entre quatro paredes, o que pode prejudicar a saúde em diversos aspectos. “É importante que pais e educadores olhem mais para esta questão, proporcionando atividades ao ar livre e até mesmo exigindo a tarefa da cópia do material escrito no quadro.” Roncatto, que é técnico em óptica, refere-se ao costume de alguns alunos de fotografar a lousa, em vez de copiar o material no caderno.  “O ato de olhar para o quadro e olhar para o caderno já colabora no estímulo aos músculos oculares”, explica.

 

E no caso das atividades externas é bom prestar atenção na proteção dos olhos. “Os óculos solares filtram apenas os raios nocivos à visão, permitindo que os benéficos atinjam os olhos do usuário”, completa.

 

Atenção aos costumes

 

É durante o início do período de ensino, quando as crianças passam a sentar nos bancos escolares, que alguns problemas de visão são percebidos. Muitas vezes o professor observa um aluno com lentidão para a escrita ou com déficit de aprendizagem e comunica aos pais. O primeiro passo deve ser a busca de um profissional para verificar a existência de problemas de visão.  “Uma criança quando não tem 100% de correção visual, tem a tendência de ser dispersa. E os professores podem identificar como um aluno desatento, conversador. Só que muitas vezes isso é motivado pela falta de capacidade de acompanhar o grupo e a informação que está sendo transmitida pelo simples fato de não enxergar. Com isso fica disperso. Isso é extremamente delicado e pode mudar a curva de produtividade de um indivíduo.”

 

Conforme Roncatto, é importante ainda que pais e professores prestem atenção aos costumes de crianças e  adolescentes quando estão lendo ou mexendo em seus computadores e dispositivos móveis. Quando os objetos estão muito próximos do rosto pode ser sinal de que existe alguma dificuldade de visão. E uma dica para evitar maiores problemas de conforto visual é alternar períodos de leitura e digitação, com momentos observando pontos mais distantes. “Basta abrir uma janela e olhar a paisagem por alguns minutos”, orienta o dirigente.

Fonte: Thais Davila

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