Óculos escuros: Apenas visual ou útil para a visão?

Óculos escuros: Apenas visual ou útil para a visão?

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Além de ser um acessório para compor o visual, os óculos escuros são uma forma de proteger a visão. Encontrado com lentes de várias cores, eles protegem os olhos da ação dos raios ultravioleta, o que tem ganhado importância crescente principalmente em países tropicais como o Brasil, onde os indices de radiação já chegaram próximos ao nível máximo.

 

Há quatro coisas que um bom par de óculos de sol deve fazer por você:

 

1. Proporcionar proteção contra os raios ultravioleta da luz solar – a luz ultravioleta (UV) pode provocar danos na córnea, cristalino e retina. Bons óculos de sol podem filtrar completamente os raios UV;
2. Proporcionar proteção contra luz intensa – quando o olho recebe muita luz, ocorrem a contração da íris e o fechamento parcial das pálpebras. Mesmo assim, ocorre entrada de luz que pode, dependendo da intensidade, acarretar danos às estruturas oculares. Bons óculos de sol podem bloquear a luz que entra nos olhos até em 97 %, evitando que tais danos ocorram;

 

3. Proporcionar proteção contra clarões- certas superfícies, como a água, podem refletir uma grande quantidade de luz, o que pode causar distração ou esconder objetos. Bons óculos de sol, principalmente aqueles com lentes polarizadas, podem eliminar este tipo de claridade;
4. Óculos de sol eliminam freqüências específicas de luz – certas freqüências de luz podem borrar a visão, e outras podem aprimorar o contraste. Escolher a cor adequada para seus óculos de sol permite que eles atuem melhor em situações específicas.

 

Quando você compra um par de óculos de sol de má qualidade, você descarta todos esses benefícios e pode até mesmo acentuar os efeitos nocivos dos raios UV. Isso porque esses óculos bloqueiam apenas parcialmente a luz, fazendo com que sua íris abra para permitir a entrada de mais luz, o que pode acentuar os efeitos nocivos dos raios UV não filtrados.

 

Colorização
A cor da tonalidade determina as partes do espectro de luz que são absorvidos pelas lentes. Os fabricantes usam diferentes cores para produzir resultados específicos.

 

As tonalidades cinza são ótimas tonalidades de uso geral para reduzir a quantidade geral de brilho com a mínima distorção de cores. Lentes cinza oferecem boa proteção contra claridade, tornando-as uma boa escolha para dirigir e uso geral.

 

As tonalidades amarela ou dourada reduzem a quantidade de luz azul enquanto permitem maior percentual de passagem de outras freqüências. Esta tonalidade aumenta o contraste, mas pode distorcer a percepção de cores, o que o torna inadequado para qualquer atividade que dependa de precisão de cores.

 

As tonalidades âmbar e marrom também são boas tonalidades de uso geral. Elas têm o benefício adicional de reduzir a claridade e têm moléculas que absorvem freqüências de cores mais altas, como o azul, além dos raios UV. Há pesquisas que sugerem que as freqüências de luz perto da UV, como o azul e o violeta, podem contribuir para a formação de cataratas ao longo do tempo.

 

As tonalidades verdes nas lentes filtram um pouco de luz azul e reduzem a claridade. Como as tonalidades verdes oferecem o mais alto contraste e maior precisão visual do que qualquer outra, são muito populares.

 

Polarização
: As ondas de luz do sol, ou mesmo de uma fonte artificial de luz como uma lâmpada, vibram e irradiam em todas as direções. Se a luz for transmitida, refletida, dispersa ou refratada, quando suas vibrações estão alinhadas em um ou mais planos de direção, a luz é chamada de polarizada. A polarização pode ocorrer natural ou artificialmente.
Os filtros polarizados são mais comumente feitos de um filme químico aplicado a uma superfície plástica ou vítrea transparente. O composto químico utilizado, normalmente será composto de moléculas que se alinham naturalmente, umas em relação às outras. Quando aplicadas uniformemente às lentes, as moléculas criam um filtro microscópico que absorve qualquer luz que corresponda a seu alinhamento.
Lentes fotocromáticas: 
Os óculos de sol ou a prescrição de óculos que escurecem quando expostos ao sol são chamados de fotocrômicos, ou algumas vezes de fotocromáticos. Desenvolvidas pela Corning (em inglês) no final da década de 60 e popularizadas pela Transitions na década de 90, as lentes fotocromáticas dependem de uma reação química à radiação UV.

 

As lentes fotocromáticas têm milhões de moléculas de substâncias, como o cloreto de prata ou haleto de prata, embutidas nelas. As moléculas são transparentes à luz visível na ausência de luz UV, que é a composição normal da iluminação artificial. Mas, quando expostas aos raios UV na luz solar, as moléculas sofrem um processo químico que faz com que mudem sua forma. A nova estrutura molecular absorve partes da luz visível, fazendo com que as lentes escureçam. O número de moléculas que muda de forma varia com a intensidade dos raios UV.
Quando você entra em ambientes internos e fora da luz UV, a reação química inversa acontece. A repentina ausência de radiação UV faz com que as moléculas retornem à forma original, resultando na perda de suas propriedades absorventes de luz. Em qualquer direção, todo o processo ocorre muito rapidamente.

 

Espelhamento: 
Os óculos de sol reflexivos geralmente têm um aspecto espelhado. As lentes nesses óculos de sol têm uma cobertura reflexiva aplicada em uma camada muito fina e esparsa, tão fina que é chamada de superfície semiprateada.

 

O nome “semiprateado” advém do fato de que as moléculas reflexivas cobrem o vidro tão esparsamente que apenas cerca da metade das moléculas necessárias para tornar o vidro um espelho opaco é aplicada. No nível molecular, há moléculas reflexivas salpicadas por todo o vidro em um filme uniforme, mas apenas metade do vidro é coberto. A superfície semiprateada refletirá cerca da metade da luz que atinge sua superfície, enquanto permite que a outra metade passe diretamente.
Freqüentemente, a cobertura espelhada é aplicada como um gradiente que muda gradualmente os tons de cima para baixo. Isso proporciona proteção adicional contra a luz que vem de cima, permitindo que mais luz entre pela parte de baixo ou diretamente à frente. O que isso significa é que se você estiver dirigindo, os raios do sol são bloqueados, mas você pode ver o painel. Algumas vezes a cobertura é bi-gradiente, escurecendo da parte espelhada em cima e em baixo para clarear no meio.

 

INFORMAÇÕES ÚTEIS
O espectro da luz solar que chega à Terra inclui, além da luz visível, raios ultravioletas e infravermelhos, com comprimentos de onda diferentes, como retrata a tabela abaixo:

Quanto menor o comprimento de onda das radiações solares, maior é o risco à saúde dos olhos. Um fator agravante desse risco reside no fato dos raios ultravioletas não serem percebidos através de nenhum dos sentidos do ser humano, enquanto a radiação infravermelha oferece a sensação de calor.

 

Ao comprar óculos de sol, verifique se há informações sobre o fabricante ou importador (razão social, endereço, telefone e CNPJ) e solicite a nota fiscal ao lojista; essas são medidas que garantem ao consumidor reclamar seus direitos caso seja necessário. E não se engane: pirataria é crime; o “barato” pode custar caro.

É recomendável evitar a exposição ao sol no horário de maior incidência dos raios solares (entre 10 e 16h) sem a devida proteção, em especial as crianças, a fim de prevenir os males causados pela exposição excessiva.
O Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, desenvolveu uma página na Internet http://satelite.cptec.inpe.br/uv, que é atualizada diariamente e informa o Índice Ultravioleta – IUV nos 5.559 municípios brasileiros.

 

Fontes:

 

Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos / Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) – Efeitos da radiação solar sobre o olho humano: http://satelite.cptec.inpe.br/uv/R-UV_e_olho.html
http://viagem.hsw.uol.com.br/oculos-de-sol2.htm

Artigo APOS (Associação Brasileira de Portadores de Olho Seco)

 

Sobre a APOS
A Associação Brasileira de Portadores de Olho Seco – APÓS,  foi criada no dia 15 de julho de 2004, pela iniciativa de portadores de olho seco, familiares, médicos e apoio de empresas da área farmacêutica. Com sede em São Paulo, à Rua Tamandaré, 693, Liberdade, São Paulo-Sp , a APOS tem parceria com os principais hospitais e universidades brasileiras e o apoio do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, SOBLEC e apoio internacional do The Cornea Society e International e Ocular Surface Society.

 

A doença do olho seco afeta cerca de 30% da população em todo o mundo. Muitas delas sofrem desnecessariamente porque não sabem que o problema tem solução, são incorretamente diagnosticadas ou não chegam a receber um tratamento adequado.
Hoje, um diagnóstico correto com tratamento adequado pode ajudar qualquer pessoa portadora da doença do olho seco a ter uma melhor qualidade de vida.

Fonte: Flavia Fusco

 

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