Lacrimejamento em bebês pode sinalizar doenças oculares

Lacrimejamento em bebês pode sinalizar doenças oculares

Post 05/05/15

3-Lacrimejamento

A Organização Mundial da Saúde (OMS), aponta o glaucoma congênito como a principal causa da perda definitiva da visão na infância, sendo responsável por 20% da cegueira entre crianças, apesar de incidir em apenas 0,05% dos recém-nascidos. No Brasil, por conta do aumento de partos prematuros que favorecem as malformações, a doença está crescendo e o lacrimejamento constante nos bebês pode ser o primeiro sinal desta doença, associada à hereditariedade.

 

Além do lacrimejamento constante, outras alterações sinalizam a presença do glaucoma congênito, como a córnea esbranquiçada e maior que o normal, o crescimento do olho, fotofobia (aversão à luz) e a irritabilidade. O glaucoma congênito é caracterizado por um defeito no desenvolvimento da malha trabecular, dificultando a drenagem do humor aquoso, líquido que preenche o globo ocular, o que faz com que a pressão intraocular suba e provoque lesões no nervo óptico, causndo cegueira irreversível.

 

O diagnóstico pode ser feito logo após o nascimento pelo teste do olhinho, exame obrigatório em 11 estados do Brasil.

 

Porém, o lacrimejamento dos bebês também pode ser causado pela obstrução do canal lacrimal, situação que costuma atingir cerca de 6% dos recém-nascidos. Esta obstrução causa dificuldade de escoamento, o que predispõe à conjuntivite bacteriana e à triquíase (cílios voltados para dentro).

 

As lágrimas acumuladas podem colaborar também com a diminuição da acuidade visual e facilitar o desenvolvimento da ambliopia (comumente chamada de “olho preguiçoso”), maior causa de cegueira monocular entre crianças.

 

Cabe aos pais verificar se a criança passou pelo exame, que pode ser realizado em qualquer hospital. Em caso de dúvida, deve-se procurar um especialista. No caso do glaucoma, o único tratamento definitivo do glaucoma é a cirurgia que deve ser feita imediatamente após o diagnóstico. Já a obstrução lacrimal pode ser tratada com massagens diárias no canto interno do olho. Quando isso não funciona, é necessário que se faça uma cirurgia.

Fonte: Saúde Visual

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