Carnaval espalha doenças nos olhos

Carnaval espalha doenças nos olhos

Post 17/02/15

Aglomerações, espuma de carnaval e maquiagem causam conjuntivite, ceratite e alergia.

Carnaval

Crianças são as mais afetadas.

 

Folia carnavalesca à parte, com saúde não se brinca. É neste período que se concentra o maior número de casos de conjuntivite, segundo o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto. Além das aglomerações em ambientes fechados facilitarem a contaminação, a espuma de carnaval e a maquiagem são grandes vilões que acabam com a festa.

 

Maquiagens são produtos químicos que se tornam verdadeiros venenos entre crianças. Isso porque, explica, como não estão habituadas ao uso, esfregam os olhos com as mãos e acabam contraindo alergia ocular ou conjuntivite. Os sintomas da alergia são: coceira, olhos vermelhos e lacrimejamento. Caso surja a  conjuntivite se somam a estes sintomas o inchaço das pálpebras, lacrimejamento viscoso ou purulento e fotofobia (aversão à luz).  Ao primeiro desconforto a recomendação do médico é lavar os olhos abundantemente com água e procurar um oftalmologista se os sintomas persistirem.

 

Alternativa para crianças

 

Por conta do descuido das crianças ele diz que até as maquiagens indicadas para uso infantil têm risco. O ideal, ressalta, é evitar qualquer produto na área dos olhos. A dica para enfeitar os pequenos é usar pasta d´água que além de ser inócua previne a aparecimento de brotoeja nas peles mais sensíveis.

 

Risco entre mulheres

 

Os adultos não estão livres de problemas oculares durante a festa, ressalta. Para mulheres recomenda evitar o uso de maquiagens vencidas e o compartilhamento com as amigas. Isso porque, 15% das alergias, contaminações da córnea e conjuntiva entre brasileiras acontecem através desses dois comportamentos, conforme levantamento feito por Queiroz Neto.

 

Prevenção

 

Adultos e crianças também devem dar atenção especial á higienização das mãos que devem ser lavadas várias vezes ao dia.

 

A espuma de carnaval e serpentinas em spray que contêm respectivamente cocobetaína e resinas quando entram em contato com os olhos causam ceratite, uma inflamação na córnea que pode se transformar em úlcera. Por isso a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), exige que sejam feitos testes pelos fabricantes e importadores que garantam isenção de risco de queimadura da pele e olho. Ainda assim, Queiroz Neto ressalta que os princípios ativos podem ser perigosos para a córnea. Por isso, recomenda lavar os olhos com água imediatamente após o contato, evitar esfregar a superfície ocular ou usar água boricada que pode irritar ainda mais a córnea. Se a irritação persistir é necessário consultar um oftalmologista.

 

 

Fonte: LDC Comunicação

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